SACA-RABOS - Escola Básica de Farejinhas


No âmbito da Ação "As Águas da Minha Terra", do Projeto Cultural de Escola do Agrupamento de Escolas de Castro Daire, os alunos da Escola Básica de Farejinhas, sob a orientação da professora Cidália Silva, elaboraram um trabalho sobre a biodiversidade do Rio Paiva, concretamente sobre uma espécie da fauna local designada "saca-rabos".

Trabalho elaborado pelos alunos da EB Farejinhas, sob orientação da professora Cidália Silva


O saca-rabos

A reprodução


Os saca-rabos são animais mamíferos (mama leite materno, quando nasce).

Cada fêmea, gera 2 a 4 crias por ninhada. O período de gestação é de 84 dias.


Habitat


Ocupa terrenos rochosos com vegetação e campos de cultivo, junto a rios e ribeiros, no nosso concelho de Castro Daire. Existe sobretudo no sudoeste da Península Ibérica.


Alimentação


Os saca-rabos são carnívoros. Alimentam-se essencialmente de coelhos juvenis, ratos, aves, cobras e ovos.


Características


Este animal tem o focinho pontiagudo, as patas curtas e a cauda vai-se afunilando até à extremidade onde se encontra um «pincel» de pelos mais escuros. Tem uma altura de aproximadamente 20cm, pesa 2-3kg e tem um comprimento total de cerca 90cm, podendo a cauda chegar aos 50cm.

Na cabeça distinguem-se umas orelhas pequenas e arredondadas e uns olhos cor de âmbar que têm a particularidade de exibir uma pupila horizontal, caso único entre mamíferos e que revela hábitos diurnos.


Curiosidades


Os saca-rabos foram introduzidos no nosso país, há muitos séculos atrás, pelos árabes que o usavam como animal exterminador de ratos e cobras (é resistente ao veneno das serpentes).

Apesar de hábitos diurnos, não é muito visível, sendo muito esquivo, até porque é uma espécie que é caçada pelo homem.

Este animal, no Antigo Egipto, era chamado como o “rato dos faraós”. Devido à sua capacidade de devorar ovos de crocodilo e combater cobras, o saca-rabos foi representado consistentemente na tradição bibliográfica da Antiguidade, merecendo referências regulares como símbolo do Bem contra o Mal, ilustrado pela cobra nos mesmos mitos. Tratados desde tenra idade, os saca-rabos podem também ser animais semidomésticos no Norte de África, com o intuito de controlar roedores, o que sugere uma possível função associada à sua introdução propositada pelos colonos agricultores islâmicos do século IX.


Saca-rabos nas margens do Rio Paiva - Castro Daire

Saca-rabos nas margens do Rio Paiva - Castro Daire


Créditos fotográficos - Professora Cidália Silva

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